dívidas dos brasileiros

Como estão as dívidas dos brasileiros e o que fazer se você é um deles?

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Lidar com as finanças anda sendo um problemão para muitas pessoas, e os números relacionados às dívidas dos brasileiros são claros indicadores dessa realidade.

Pesquisas recentemente feitas por entidades de proteção ao crédito revelam que grande parcela da população assumiu dívidas e não conseguiu pagá-las, entrando para listas de inadimplentes.

Se você faz parte da imensa quantidade dos atingidos pela crise e quer descobrir como se livrar das dívidas, acompanhe o post.

Nele, você vai encontrar detalhes sobre a inadimplência no país, além de dicas para sair do vermelho.

Acompanhe!

Panorama das dívidas dos brasileiros

Um levantamento feito pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou a existência de 59,76 milhões de pessoas físicas negativadas no país, até o fim de junho de 2017.

Esse amplo contingente de devedores — 39,61% da população entre 18 e 95 anos — abrange diferentes perfis de consumidores, muitos diretamente afetados pelo cenário de recessão no Brasil.

Outra pesquisa, feita pela Boa Vista SCPC, indica que 47% das pessoas com dívidas vencidas — inscritas no cadastro negativo da entidade — estão muito endividadas.

Um outro dado do mesmo estudo mostra que 62% dos inscritos na lista de devedores do Serviço têm mais de 50% dos ganhos mensais comprometidos com débitos.

1. As razões dos endividamentos

O desemprego aparece em primeiro lugar entre os motivos de quem não consegue fazer frente aos compromissos financeiros.

Logo a seguir, vem a diminuição de renda, junto ao descontrole financeiro, ambos acompanhados de perto pelo empréstimo do nome a terceiros, despesas extras com saúde e educação.

Além de atraso no recebimento de salário.

2. As principais dívidas dos brasileiros

Os encargos que mais causaram as dívidas dos brasileiros, de acordo com o levantamento do SCPC, são impostos (IPTU e IPVA) e os custos com educação e saúde.

Empréstimos pessoais e financiamentos de bens duráveis, como carros e imóveis, também acabam pesando demais no bolso do consumidor.

Adquirir materiais de construção e pagar as parcelas do financiamento da casa própria são mais razões para endividamento.

A compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, móveis, roupas e calçados também entra para a listagem do que engrossa os débitos em atraso dos brasileiros.

Alimentação e pagamentos de água e luz são outros gastos citados como responsáveis pela entrada na lista negra do SPC.

3. Os documentos que geraram débitos

A maioria dos entrevistados na pesquisa mencionou os boletos, ao assinalar quais documentos geraram as suas dívidas.

A fatura do cartão de crédito aparece em segundo lugar, e os carnês ocupam a terceira posição entre os títulos que, não pagos, ocasionaram a inclusão nos cadastros de devedores.

Cheques e cartões de lojas também foram utilizados no momento de contrair dívidas.

O que fazer para sair das dívidas

Quando as dívidas se acumulam, só há uma saída: sanear as pendências.

Alcançar essa finalidade depende de determinadas ações e posturas, como as elencadas nas cinco dicas abaixo.

1. Conheça o total da sua dívida

O primeiro passo a dar no sentido de acertar os débitos e entrar em compasso de maior estabilidade financeira é levantar o total das contas pendentes.

Veja que se trata de ir fundo na questão, com a finalidade de descobrir todas as dívidas e conhecer o seu real valor.

Assim, nada deve deixar de ser listado. Caso você se depare com dificuldades para totalizar o montante dos seus débitos, consultar o SPC vai ajudá-lo a enxergar suas dívidas incluídas no cadastro negativo.

Mas não se restrinja a esses débitos, ao elaborar sua relação de pendências.

Anote todos os compromissos vencidos, mesmo que ainda não tiverem sido protestados.

 2. Negocie seus débitos

Toda dívida pode ser negociada, contudo você precisa ter em mente que o grau de dificuldade para chegar a um acordo vai depender da fase de cobrança de cada débito.

Dívidas com pouco tempo de atraso são negociadas mais facilmente, porém as vencidas há tempos podem requerer um pouco mais de trabalho.

Ao negociar, tenha muito claro seu potencial de pagamento, a fim de chegar a valores que caibam em suas despesas mensais.

Caso perceba a cobrança de taxas, correções e juros abusivos sobre a dívida original de financiamentos de veículos, por exemplo, procure uma empresa especializada em negociação de débitos.

3. Pague em dia seus acordos

Você dividiu suas dívidas em parcelas e daqui para a frente vai precisar pagá-las sem atraso, para manter as condições dos acordos firmados.

É hora, então, de administrar seu dinheiro com rigor, ou seja, economizar.

Um bom começo é elencar despesas prioritárias e cortar gastos supérfluos. E como separar o essencial do desnecessário?

Simples, identificando ambos os tipos de despesas.

Pode ser em uma planilha ou folha de papel; o importante é anotar os gastos costumeiros e visualizar aqueles passíveis de serem eliminados.

4. Organize suas finanças

Após cortar os supérfluos, sua próxima atitude deve ser organizar a vida financeira.

Isso significa planejar seu mês de forma a fechar as contas no azul.

Aqui, entra o bom e velho orçamento, imprescindível em qualquer ação de organização financeira.

Se você já tem o hábito de fazer um orçamento mensal, ótimo; torne-o o mais enxuto possível.

Mas caso ainda não use essa eficiente ferramenta de controle de receitas e despesas, elabore a sua o quanto antes, tomando os seguintes cuidados:

  • relacione todas as entradas e saídas de recursos financeiros;
  • faça uma lista abrangendo cada uma das suas despesas fixas e variáveis;
  • destaque as parcelas dos acordos no rol das despesas obrigatórias.

5. Reveja seu padrão de consumo

Ver-se às voltas com dívidas não é nada confortável, sendo situação tão séria que pode abalar até mesmo a sua saúde.

Isso considerado, que tal rever seu jeito de consumir e buscar identificar pontos a melhorar?

Para te ajudar a perceber se há algo a mudar em seu padrão de consumo, elencamos alguns hábitos que jogam contra a saúde financeira:

  • comprar por impulso;
  • usar de forma excessiva e/ou sem planejamento seu crédito;
  • parcelar gastos recorrentes — com as contas e compras de casa, por exemplo.

As dívidas dos brasileiros, convertidas nos números trazidos aqui no post, representam dificuldades enfrentadas por imensa parcela da população do país.

Como referido neste post, são diversos os motivos para o consumidor ficar inadimplente.

Desse modo, seja lá qual for a justificativa para o endividamento, o importante é ficar firme na determinação de reverter a situação.

Gostou do nosso conteúdo?

Então, informe-se ainda mais e saiba agora como agir ao não conseguir mais pagar as parcelas do veículo financiado!