Como funciona o refinanciamento de veículos

O que é e como funciona o refinanciamento de veículos?

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Como funciona o refinanciamento de veículos? Um dos benefícios de financiar um carro é a oportunidade que surge, depois de várias parcelas pagas, de recomeçar a operação de financiamento.

Mas qual é a lógica de reiniciar um contrato que já está avançado?

A ideia não só tem sentido como é bem comum no mercado, e se chamada de refinanciamento de veículos.

Essa modalidade tem se mostrado uma ótima opção para quem precisa de dinheiro extra.

Trata-se de uma nova negociação de financiamento sobre um veículo quitado ou alienado.

Pensando nisso, criamos este artigo para lhe mostrar como funciona o refinanciamento de veículos e acabar de vez com as suas dúvidas.

É importante você saber que por meio do refinanciamento o proprietário do veículo consegue levantar recursos sem ter que recorrer a um empréstimo pessoal.

Por exemplo, o que implicaria em taxas de juros muito maiores.

Além do uso do valor em qualquer investimento e da liberdade na negociação, o refinanciamento ainda permite que o dono do automóvel pague uma taxa de juros menor do que a praticada no antigo financiamento.

Ficou interessado? Então leia este post até o final e saiba mais sobre o refinanciamento de veículos!

Quais são os tipos de refinanciamento que existem?

Existem duas modalidades de refinanciamento de veículos.

A primeira é o refinanciamento de veículo alienado e a outra é o “refin” do carro já quitado. Entenda.

Refinanciamento de veículo alienado

Mesmo que o carro ainda esteja sendo pago e esteja alienado ao banco, o cliente pode dar entrada em um processo de recomeço das parcelas e ficar com o “troco”, digamos assim.

Se o seu carro custou R$ 36 mil e você deu R$ 11 mil de entrada, restam R$ 25 mil — que foram financiados em 36 meses com juros de 1,8% ao mês.

A parcela, nesse caso, ficou na casa dos R$ 970 mensais.

Depois de quase dois anos pagando o financiamento, você está na 22ª prestação e seu saldo devedor gira em torno de R$ 11.900.

Uma necessidade financeira surge você pode procura um banco que queira renegociar o seu contrato — preferencialmente com uma taxa menor — e lhe emprestar metade do valor que você já pagou com as 22 parcelas.

Na prática, digamos que você receberia emprestado cerca de R$ 10 mil para investir onde quiser e renegociaria o contrato no valor de R$ 20 mil dividido em novas 36 parcelas.

Esse é só um exemplo, pois o cálculo sofrerá influências da taxa de juros da operação, do comprometimento da margem da sua renda mensal, do modelo e do ano do seu carro.

Em geral, dá para você levantar uma boa grana, manter a mesma parcela (ou até menor) e permanecer com o automóvel.

Refinanciamento de veículo quitado

Quando o veículo está quitado é ainda mais fácil conseguir um refinanciamento, pois o bem já pertence ao cliente que vai deixá-lo como garantia para pegar até 70% do valor do automóvel como se fosse um empréstimo, só que com taxas mais baixas.

Para isso, você precisa provar que o carro está totalmente pago e negociar com base no valor de mercado atual, e não no preço pago por ele à época do financiamento — são levadas em consideração as tabelas vigentes e a depreciação do veículo.

Um carro que custa atualmente R$ 28 mil poderá lhe render um retorno de até R$ 19.600, desde que o modelo seja mais novo, com 2 anos de fabricação.

Carros entre 3 e 5 anos de fabricação costumam render metade do valor, ou seja, R$ 14 mil nesse exemplo.

A partir disso, você tem que levar em consideração que está colocando como garantia um bem que já estava pago para iniciar um novo parcelamento.

É uma decisão que deve ser bem analisada.

Como funciona o refinanciamento de veículos?

Essa operação simples é oferecida por muitos bancos ou financeiras.

No caso de veículos alienados, você não precisa recorrer necessariamente à mesma empresa do atual financiamento.

Muitas instituições, inclusive, já disponibilizam a opção de solicitar uma proposta de refinanciamento online no próprio site da empresa.

Dessa forma, você pode fazer uma pesquisa e ver qual empresa oferece as melhores condições para o seu caso.

O proprietário deve estar com documentos do veículo e pessoais totalmente regularizados. Geralmente são solicitados os seguintes:

  • RG;
  • CPF;
  • certidão de casamento;
  • comprovante de residência;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • comprovante de renda;
  • Certificado de Registro do Veículo (CRV).

Não se esqueça: o veículo deve estar no nome da pessoa que vai solicitar o refinanciamento.

O empréstimo não é concedido nem mesmo para parentes próximos — apenas para o proprietário.

Além disso, a instituição analisa se o cliente tem o nome sujo.

Algumas financeiras até liberam o empréstimo para quem está negativado, mas mediante taxas de juros mais altas.

Também é feito um levantamento com relação ao nível de endividamento da pessoa que está solicitando o refinanciamento.

É utilizado um score, que é o índice de pontos para calcular a capacidade do cliente para saldar suas dívidas.

Outro empecilho pode ser o ano do veículo.

Muitas instituições não aceitam refinanciar automóveis com mais de 10 anos de uso, mesmo que em bom estado.

Qual é a taxa de juros cobrada no refinanciamento de veículos?

Para descobrir como funciona o refinanciamento de veículos, é preciso conhecer as taxas aplicadas.

As taxas de juros aplicadas ao refinanciamento de veículos normalmente são mais baixas do que as acordadas no financiamento anterior, e certamente menores do que as de um empréstimo pessoal.

Isso porque há um bem como garantia de pagamento que, no caso, é o próprio veículo.

Cada instituição financeira tem sua tabela de taxas de juros, que leva em consideração, por exemplo, o modelo e o ano do carro.

No geral, as taxas de refinanciamento ficam em torno de 2% ao mês, e dificilmente ultrapassam os 4%. Vale lembrar que os juros do cheque especial ou do cartão de crédito rondam os 10% ao mês.

Como conseguir uma boa negociação no refinanciamento?

Para uma boa negociação, é essencial pesquisar a instituição financeira que oferece as melhores condições. Sempre avalie:

  • a taxa de abertura de crédito — caso ela seja muito alta, isso poderá pesar no valor total do empréstimo;
  • a taxa de juros aplicada — faça as contas, principalmente para prazos longos. Ao final, os juros compostos podem tornar o refinanciamento um mau negócio;
  • a existência de tarifas, seguros e outras taxas cobradas a mais — tudo isso pode gerar um acréscimo significativo ao valor das parcelas.

Pense duas vezes antes de fazer refinanciamento de veículos alienados: o valor que você vai conseguir de empréstimo — que pode ser até 70% do valor do seu carro — será deduzido, no início, das parcelas do primeiro financiamento.

Isso porque você terá que, antes de qualquer coisa, quitar a primeira dívida para alienar o carro novamente.

Também não existe um valor máximo no caso do refinanciamento. Isso é determinado pelo valor do veículo em questão.

Se você tem um carro novo e caro, por exemplo, seu empréstimo será maior.

O único fator limitante é o valor da parcela, que não poderá comprometer mais do que 30% da renda mensal do cliente.

O que é necessário para conseguir o refinanciamento de veículo?

Para conseguir o refinanciamento do seu veículo quitado ou alienado você deve iniciar uma pesquisa sobre as entidades financiadoras que oferecem as melhores condições.

Conforme afirmamos anteriormente, não é preciso fazer a operação com o mesmo banco que você fez o primeiro contrato.

Dessa forma você fica mais livre para buscar as taxas e condições mais favoráveis.

E fique atento: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina que o banco tem que fornecer todas as informações sobre o contrato inicial, inclusive o saldo devedor atualizado.

E caso você decida pagar alguma parcela antecipada, os juros devem ser abatidos.

Quando decidir com qual instituição refinanciar, você vai se submeter à análise de crédito como se fosse um financiamento normal — embora, dessa vez, o banco tem como garantia o próprio veículo.

Para conseguir um refinanciamento de veículo você será avaliado, e se sua renda estiver comprometida em 30%, certamente você não conseguirá fechar o contrato.

Portanto, se sua renda não aumentou desde a última negociação, o refinanciamento será negado — exceto se você manter o mesmo valor de parcela para não comprometer mais os seus vencimentos.

Quando o refinanciamento é uma boa alternativa?

Depois de entender como funciona o refinanciamento de veículos, quando ele é um boa alternativa?

O refinanciamento de veículos é uma boa alternativa principalmente para quem está preso a uma dívida sem possibilidade de pagamento imediato.

Dessa forma é possível substituir uma dívida com juros de 10% a 16% por outra com juros de até 2% ao mês!

No entanto, antes de fechar qualquer contrato, analise bem suas contas e lembre-se:

  • o valor obtido no refinanciamento deve, preferencialmente, ser usado para pagar dívidas. Não caia na tentação de utilizá-lo para outros fins;
  • evite novas dívidas, pois você terá que pagar o refinanciamento. Caso fique inadimplente, correrá o risco de perder o carro dado como garantia.

A instituição financeira é autorizada a recuperar o veículo no caso de não pagamento da dívida. Por isso, é preciso ter cuidado ao se comprometer com um refinanciamento.

De qualquer forma, para a instituição é sempre mais interessante que o cliente pague sua dívida.

Sendo assim, caso esteja com dificuldades para pagar o refinanciamento, procure a instituição financeira e tente a renegociação do contrato com um prazo maior para o pagamento — o que vai reduzir o valor da prestação — ou até mesmo uma redução na taxa de juros.

Quando o refinanciamento é não é um bom negócio?

Depois de entender como funciona o refinanciamento de veículos, veja quando ele não é um bom negócio.

Nem sempre tomar a decisão de refinanciar um veículo é uma boa opção. Isso acontece dentro de circunstâncias bem específicas. Descubra agora:

Taxas de juros maiores

Se você financiou seu veículo direto de fábrica com taxa de 0,38% ao mês, dificilmente será um bom negócio refinanciá-lo a taxas de 2%!

Por isso, avalie bem as condições oferecidas no contrato para saber se vale mesmo a pena estender uma dívida (no caso de alienados) ou contrair uma nova (no caso de quitados);

Empréstimo com taxas menores

Se você realmente precisa de dinheiro e tem condições de recorrer a um tipo de empréstimo com taxas menores, como é o caso do consignado, não faça o refinanciamento.

Dê preferência a operações com desconto em folha se os juros forem mais baixos.

Descontrole financeiro

Se você não tem controle sobre o dinheiro que passa nas suas mãos e não tem finalidade para esse dinheiro do refinanciamento, é melhor não contratar o serviço, pois você só estará dando início a uma nova dívida.

Como escolher a empresa financiadora?

Depois de descobrir como funciona o refinanciamento de veículos, vamos ver como escolher a empresa correta.

Em uma negociação que envolve longos prazos como o refinanciamento, é fundamental que você faça uma pesquisa sobre a idoneidade da empresa financiadora.

Afinal, essa é uma relação que durará de 12 a 48 meses.

Fique atento:

  • verifique se a empresa está avaliando seu carro pela tabela FIPE;
  • não permita a venda casada, que é, inclusive, proibida por lei. Ao contrair um empréstimo você não está obrigado a comprar outros produtos financeiros — como um seguro.

É sempre recomendável buscar informações sobre a financiadora antes de fechar negócio.

Você pode fazer isso no Procon ou em sites de reclamações.

O site do Banco Central também disponibiliza informações sobre bancos e financeiras.

É possível fazer uma simulação do refinanciamento?

Sim. Em alguns sites das entidades financiadoras é possível fazer uma simulação das operações de refinanciamento.

É preciso ter em mãos as informações sobre o veículo e suas condições de pagamento.

Empresas especializadas em negociação de dívidas de veículos também oferecem aos clientes toda consultoria necessária para solução com foco em veículos.

Inclusive aqueles que foram negociados sob juros abusivos, que sofreram busca e apreensão de veículos ou estão com as parcelas atrasadas do refinanciamento.

Viu como funciona o refinanciamento de veículos e como ele é uma boa opção?

O processo é muito simples, mas deve ser feito com uma empresa de confiança.

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